sábado, 7 de março de 2009

Amadurecência

O primeiro senso é a fuga.
Bom...
Na verdade é o medo.
Daí então a fuga.

Evoca-se na sombra uma inquietude
uma alteridade disfarçada...
Inquilina de todos nossos riscos...
A juventude plena e sem planos...
se esvai

O parto ocorre.
Parto-me.

Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias
Flagelo-me
Exponho cicatrizes

E acordo os meus,
com muito mais cuidado.
Muito mais atenção!

E a tensão que parecia não passar,
“O ser vil que passou pra servir...
Pra discernir...”
Pra pontuar o tom.
Movimento, som

Toda terra que devo doar!
Todo voto que devo parir
Não dever ao devir
Não deixar escoar a dor!
Nunca deixar de ouvir...

com outros olhos!

[O teatro mágico da vida permanece, segue...]

2 comentários:

@jessiesayuri disse...

[Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com aquilo que fomos
E aquilo que somos]

Anônimo disse...

é Sá! é a poesia da vida, pra vida e na vida que prevalece! ;)